SÃO GOTARDO-MG – DIOCESE DE PATOS DE MINAS

Santos da Paróquia

SÃO GOTARDO (4 de maio)

Gotthard (no original em língua alemã, Godehard), nasceu na Alemanha, em Reichersdorf (Baviera) perto de Niederaltaich, na diocese de Passau, em 5 de dezembro de 960.

Seus pais, pobres e profundamente cristãos, notaram, desde cedo, existir no menino algo de extraordinário, visto que ele era muito inteligente. Seu pai se chamava Ratmund.

VOCAÇÃO – Desde pequeno Gotardo demonstrou ser vocacionado à vida religiosa-sacerdotal. Tinha o costume de sair de casa e ir até a igreja do mosteiro para acompanhar a missa. Os pais, temendo que lhe acontecesse algum acidente no trajeto da casa até o mosteiro, por ele ser ainda muito pequeno, deram ordem aos criados que deixassem as portas da casa fechadas durante o dia. Mas o menino, quando viu que a porta estava fechada impedindo que saísse, começou a chorar, fazendo com que os pais o acompanhassem até a igreja.

Estudou ciências humanas e ciência dos santos em Niederaltaich, sob a orientação de um professor chamado Uodalgisus. Seu progresso foi tão grande que ele foi aceito, com apenas 14 anos, entre os cônegos do mosteiro beneditino da cidade, sendo devidamente educado.

Em seguida residiu na corte do arcebispo Frederick, de Salzburgo (Áustria), onde serviu como administrador eclesiástico. Frederick levou-o a Roma (Itália) e fez dele um reitor com apenas 19 anos de idade. Depois de viajar para outros vários países, completou seus estudos avançados na Alemanha, sob a orientação de Liutfrid, na escola catedral de Passau.

Entrou para o mosteiro de Niederaltaich, como um principiante, e depois se tornou um monge (frade), e, com ajuda de prelados de Salzburgo, Passau e Ratisbona, conseguiu re-introduzir a Regra de São Bento. Foi ordenado sacerdote em 993 e também se tornou reitor da escola monástica de Niederaltaich. Em 996 foi eleito abade e introduziu a reforma de Cluny no mosteiro, através da implantação das rígidas Regras de São Benedito. Ele enviou monges para serem os Abades dos monastérios de Tegernsee, Hersfeld e Kremsmünster e reformou vários mosteiros.

BISPADO – Com o falecimento de Dom Benvardo, bispo de Hildesheim (Alemanha), o imperador indicou Gotardo para a sucessão. Após diversas recusas, ele acabou aceitando e tornou-se bispo de Hildesheim em 2 de dezembro de 1022, sendo consagrado por Aribo, Arcebispo de Mainz (Alemanha). Durante os quinze anos de seu episcopado, ele ganhou o respeito de seus clérigos e ordenou a construção de cerca de trinta igrejas.

Gotardo dedicou a sua vida aos menos favoráveis em caminhadas pela região dos antigos germanos (Alemanha, Suíça, Áustria e Itália), onde tem muitos devotos, e fundou uma grande casa de repouso perto de Hildesheim.

Como bispo, apesar de sua idade avançada, ele defendeu vigorosamente os direitos de sua diocese. Depois de uma breve enfermidade, ele veio a faleceu no dia 4 de maio de 1038, em Hildesheim, onde estão preservadas suas relíquias.

CANONIZAÇÃO – Gotardo foi canonizado pelo Papa Inocêncio II, em Reims (França) no dia 29 de outubro de 1131, durante o episcopado de Bernard, tendo sido o primeiro bávaro a ser canonizado.

Na Alemanha, São Gotardo é padroeiro de muitas cidades.

São Gotardo é reverenciado, com festa, no dia 4 de maio, dia de sua morte.

Vários milagres são atribuídos à sua intercessão e às suas relíquias.

Ele é patrono dos comerciantes itinerantes, invocado contra a peste, hidropisia (um edema), doenças infantis, chuva de pedra (granizo), dor do parto, gota e também invocado por aqueles em perigo no mar.

São Gotardo, rogai a Deus por nós. Amém!

Pesquisa: Fábio Galvão – PASCOM

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SÃO SEBASTIÃO – Padroeiro de São Gotardo (20 de janeiro)

sao-sebastiao

São Sebastião nasceu em Narbonna, sul da França, em 250 d.C. Era um valente soldado, tendo ingressado no exército com cerca de 19 anos de idade. Sua fama de bom soldado era tamanha que tornou-se estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano; tanto que confiaram o comando do primeiro exército pretoriano a ele. Era, sem dúvida nenhuma, um soldado exemplar!

Mas se era tão querido e exemplar, então por que o mataram?

Sebastião vivia num tempo em que era proibido confessar que era seguidor de Jesus. Os soldados prendiam sem dó nem piedade os cristãos.

Acontece que Sebastião era um cristão, e o imperador não sabia disso. Ele ajudou tanto aos demais cristãos que foi conhecido depois como o DEFENSOR DA IGREJA. A atuação dele nesse sentido consistia, principalmente, em confortar os cristãos que eram perseguidos, especialmente os que padeciam no martírio. Até mesmo pessoas em altos postos do sistema carcerário romano se converteram à fé em Jesus Cristo por meio do seu testemunho.

Então, Sebastião foi denunciado ao imperador Diocleciano que ficou indignado e irado, pois o homem em que pusera sua confiança era um cristão (e cristão de ação!); e o condenou à morte. Levaram-no para um campo aberto, e os arqueiros da Mauritânia o flecharam. Dando-o por morto, abandonaram-no preso a uma árvore.

Acontece que, como Deus não abandona aos seus servos, Sebastião, por um milagre, resistiu às flechadas e sobreviveu. Não muito depois, foi encontrado por Irene, uma piedosa viúva, que cuidou de suas feridas. Após sua recuperação, o valente Sebastião se apresentou ao imperador Diocleciano, censurando-o por sua crueldade e exortando-o a deixar de adorar os falsos deuses, mediante suas imagens de escultura. O imperador ficou estarrecido ao ver em sua presença aquele que cria estar morto. Preso novamente, no dia 20 de janeiro de 303, foi açoitado, com pauladas e boladas de chumbo, até morrer. Sebastião foi duplamente martirizado, derramando seu sangue por testemunhar o Cristo.

São Sebastião é invocado contra a peste, a fome e a guerra; sendo o patrono dos militares.

Ele continua a nos falar pela sua vida e pela sua morte; e está bradando o seu testemunho de fidelidade a Jesus.

São Sebastião, proteja a todos nós, acompanhando-nos passo a passo no nosso testemunho de fé; lave-nos com o sangue precioso que derramou.

Fonte: http://www.diocesedetocantinopolis.org.br

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NOSSA SENHORA DA ABADIA (15 de agosto)

Esta devoção surgiu a partir de uma imagem proveniente do Mosteiro das Montanhas, em Braga (Portugal), no amo de 883. A sua festa é comemorada em 15 de agosto. Todos os anos há uma grande romaria, reunindo um enorme número de devotos e fiéis, em honra à mãe de Jesus.

Abadia é o nome que vem de Abade, o qual é o superior de uma comunidade de monges, eleito por eles com total autoridade e jurisdição ordinária sobre ela. Por isso, Abadia pode significar a comunidade religiosa ou residência dos monges.

A devoção a Nossa Senhora da Abadia é originária de Portugal.

A imagem de Nossa Senhora da Abadia é bastante antiga, procedente do Mosteiro de Bouro, situado perto de Braga, em Portugal. Por isso é também chamada Santa Maria de Bouro. O Mosteiro de Bouro já existia naquela região por volta do ano 883. Naquele tempo, Portugal e Espanha tinham sido invadidos pelos mouros, que professavam a religião muçulmana. Com receio dos mouros, os monges abandonaram o Mosteiro e, para evitar a profanação da imagem da Virgem Santíssima, esconderam-na.

Após muitos séculos, no tempo do Conde D. Henrique, o fidalgo Pelágio Amado abandonou sua vida mundana e tornou-se emérita. Ele foi viver com um velho ermitão na ermida de São Miguel, perto de Braga.

Certa noite, num vale próximo da ermida, os ermitãos viram que brilhava uma luz bastante forte. Na noite seguinte, constataram que o fato se repetiu. Quando amanheceu, foram até o local, onde encontram uma imagem mariana entre as pedras. Cheios de júbilo, eles se prostaram diante da imagem e, agradecidos, passaram a venerar nela a Virgem Maria.

Muitos devotos, os eremitas mudaram-se para aquele local e construíram ali uma simples ermida, onde colocaram a imagem. Tendo sabido do fato, o arcebispo de Braga foi visitar a imagem naquela ermida. Sensibilizado com a pobreza dos ermitãos, o bispo ordenou que edificasse uma igreja para abrigar a imagem. A igreja foi construída de pedra lavrada.

Paulatinamente, outros religiosos foram morar com os dois ermitãos, constituindo uma abadia. Com o aumento de prodígios realizados sob a intercessão da Virgem Maria, a devoção se espalhou e ficou conhecida em todo o país. O rei D. Afonso Henriques fez sua peregrinação à igreja, onde deixou boa doação para o sustento do culto e dos monges.

O culto a Nossa Senhora da Abadia foi traduzido ao Brasil pelos portugueses, implantando-se, sobretudo, no Triângulo Mineiro (Romaria), Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados.

Atualmente, o grande centro de romarias no Triângulo Mineiro é o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Romaria (Água Suja) e em Uberaba, onde a festa atrai um grande número de devotos que vem venerar a Virgem de Bouro.

Durante a festa de Água Suja, a procissão é interessante, pois os peregrinos cumprem suas promessas de diversas maneiras. Um romeiro carrega, vergado, uma pesada pedra. Outro transporta um aleijado nos ombros. Sem camisa, vários levam velas ou vasilhas com água na cabeça. Com os seus gestos, os devotos agradecem os benefícios conseguidos pela intercessão da Mãe de Deus.

A roupa e a imagem de Nossa Senhora da Abadia são muito bonitas. Representa Maria de pé, segurando com a mão o menino Jesus com uma coroa e, na mão direita um cetro, para guiar os seus filhos e filhas. Na cabeça dela tem uma linda coroa.

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SÃO PIO X (21 de agosto)

No dia 21 de agosto a Igreja celebra a memória de um papa que é sinônimo de zelo litúrgico. Pio X, nasceu numa humilde família do norte da Itália no dia 2 de junho do ano 1835, em Riese, no Treviso, norte da Itália. Foi batizado no dia seguinte com o nome de Giuseppe Sarto (José Melchior). Sua mãe, Margarida Sanson, ficou viúva com dez filhos para criar, sendo que ele estudou com dificuldades. Foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade, tendo sido capelão em Tombolo; por outros nove anos, pároco em Salzano; mais nove anos cônego e diretor espiritual em Treviso; nove anos Bispo de Mântua e outros nove anos cardeal-patriarca de Veneza; por último foi Papa durante onze anos (de 1903 a 1914). Seu lema, como Papa “Tudo restaurar em Cristo”, acompanhou-o desde a humilde aldeiazinha em que começou a trabalhar até o sólio de São Pedro. De grande inteligência e ainda maior piedade, fez uma carreira eclesiástica brilhante. Seu pontificado foi excepcionalmente fecundo pela organização interna da Igreja. Promoveu a renovação litúrgica, reformando a música sacra. Foi chamado o “Papa da Eucaristia”, pois incentivou a prática da Comunhão frequente e permitiu a Primeira Comunhão a crianças pequenas, tão logo atingissem o uso da razão. Favoreceu a organização da Cúria e a fundação de um Instituto Bíblico em Roma. Foi, sobretudo, o Papa que fulminou a grande heresia de nosso século, o modernismo, chamado por ele “a síntese de todas as heresias”.

Uma palavra a respeito de uma característica em que se destacou no mais alto grau São Pio X: sua extrema bondade, ao lado de uma indomável energia. Mansidão do cordeiro, força do leão.

O Bom Papa Pio X faleceu no dia 20 de agosto de 1914, amargurado pela iminência da eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Sua santidade, intercessora de tantas graças e milagres de fiéis, foi reconhecida oficialmente pela igreja em 1954, quando o Papa Pio XII o canonizou, elevando-o à veneração nos altares de todo mundo.

Fonte: internet

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SÃO VICENTE DE PAULO (27 de setembro)

São Vicente de Paulo nasceu no dia 24 de abril de 1581, na aldeia de Pouy, perto da cidade de Dax, sul da França. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo e Bertranda de Morais. Seus pais eram agricultores e muito religiosos. Todos os seis filhos receberam o ensino religioso de sua mãe.

Seus dois irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura e Vicente era pastor de ovelhas e de porcos. Desde pequeno, demonstrava muita inteligência e grande religiosidade. Em frente à sua casa, em um pé de carvalho, tinha um buraco; ele colocou aí uma pequena imagem da Santíssima Virgem, onde diariamente ajoelhava e fazia uma oração. Diariamente conduzia os animais para melhores pastagens, onde ficava a vigiá-los. Aos domingos ia à aldeia, com seus pais, para assistir a missa e frequentar o catecismo.

O Sr. Vigário aconselhou a seu pai para colocar o garoto Vicente em uma escola; via nele um grande futuro, devido sua inteligência. O pai, que era bem ambicioso, colocou-o em um colégio religioso, desejando que ele fosse padre e ser o arrimo da família. Foi matriculado em um colégio de padres Franciscanos, na cidade Dax, onde ele fez os estudos básicos. Para seguir a carreira sacerdotal fez os estudos teológicos na Universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600. Continuou os estudos por mais quatro, recebendo o título de Doutor em Teologia.

Uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha. Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ia regressar de navio, por ser mais rápido e mais barato. Na viagem o barco foi aprisionado por piratas turcos, e os passageiros acabaram levados para a Turquia. Em Tunis foram vendidos como escravos.

Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou Vicente para seu sobrinho, que o vendeu para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era turca, que ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita. O patrão de Vicente, arrependido, propôs ao escravo a fugirem para a França. Esta fuga só foi realizada 10 meses depois.

Em um pequeno barco, atravessaram o Mar Mediterrâneo e foram dar na costa francesa, em Aignes Nortes e de lá foram para Avinhão. Nesta cidade encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica. Padre Vicente e o renegado ficaram residindo em casa do Vice-Legado. Tendo este de viajar a Roma, levou os dois em sua companhia. Padre Vicente aproveitou a estadia nesta cidade e freqüentou a Universidade, formando em Direito Canônico. O renegado pediu para ser admitido em um Mosteiro e tornou-se monge.

Tendo o Papa de mandar um documento sigiloso para o Rei da França, padre Vicente foi o escolhido. Pelos serviços prestados o Rei indicou-o como Capelão da Rainha. Seu serviço era distribuir esmolas para os pobres que rodeavam o Palácio, e visitar os doentes do Hospital da Caridade, em nome da Rainha. Padre Vicente não gostava do ambiente do Palácio e passou a morar em uma pensão, no mesmo quarto com um juiz. Certo dia amanhecera doente; o empregado da farmácia que vai atendê-lo, precisando de um copo, vai apanhar em um armário, e viu ali um dinheiro, que era do juiz, e ficou com ele. Na volta do juiz, não encontrando seu dinheiro, quis que padre Vicente desse conta dele; como ele não sabia do acontecido, o juiz colocou-o para fora do quarto e coluniou-o de ladrão.

Padre Vicente fica conhecendo o padre Berulle, que mais tarde foi nomeado Bispo de Paris, e indicou-o para vigário de Clichy, subúrbio de Paris. Paróquia pobre, a maioria de seus habitantes eram horticultores. Padre Vicente se deu bem com eles; as missas eram bem participadas e instituiu a comunhão geral nos primeiros domingos o mês. Criou a Confraria do Rosário, para todos os dias visitar os doentes. Padre Vicente atendendo ao padre Berulle, deixa a paróquia e vai ser o preceptor dos filhos do general das Galeras.

Foi residir no Palácio dos Gondi, família rica e da alta nobreza. Eles tinham grandes propriedades e padre Vicente, em companhia da senhora De Gondi, visita uma destas propriedades; é chamado para atender um agonizante e assiste sua confissão. Este disse para a senhora De Gondi, que se não fosse a presença do sacerdote, ele iria morrer em grandes faltas e ia permanecer no fogo eterno.

Padre Vicente percebeu que o povo do campo estava abandonado e na missa dominical concitou o povo a fazer a confissão geral. Teve que arranjar outros padres para ajudá-lo nas confissões, tantos eram os que queriam confessar.Padre Vicente esteve morando com a família Gondi cinco anos. Simulou a necessidade de ir a Paris e Atendendo o chamado do padre Berulle, padre Vicente volta para morar em casa dos Gondi, onde fica mais oito anos.

Com o auxílio da senhora De Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridada; a primeira cuida da evangelização dos camponeses e a segunda daria assistência espiritual e corporal aos pobres, isto em 1618. Em Folevile funda uma Confraria de Caridade para homens, em 23/10/1620. A Congregação das Missões surgiu espontaneamente. Padre Vicente conseguiu alguns colegas para pregações aos camponeses; exigia deles a simplicidade nas pregações, para o povo entender e rapidamente ela foi aumentando. No princípio alugaram uma casa para sua moradia. Com o aumento mudaram para um velho Colégio.

O número aumentava. Um cônego que dirigia um leprosário sem doentes ofereceu em doação os prédios do leprosário para residência dos padres. A instituição demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633, quando recebeu a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo a Instituição. Padre Vicente sempre preocupou com as crianças enjeitadas e abandonadas, com os velhos e com os pobres e doentes. Durante sua vida criou grandes obras, que até hoje estão prestando serviços à humanidade.

A primeira irmã de caridade foi uma camponesa de nome Margarida Nasseau, que, com a orientação de Luiza de Marilac, ele estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade. Elas eram quatro camponesas, hoje são centenas. Isto se deu em 29 de novembro de 1633. Padre Vicente criou tantas obras, que em pouco tempo não é possível enumerá-las; a história de sua vida é uma beleza. A seu respeito existe biografias, que poderão ser estudadas por vocês. Padre Vicente tinha quase 80 anos quando faleceu, dia 27 de setembro de 1660. Em 16 de junho de 1737 foi canonizado pelo papa Clemente XII, e em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII. Seu corpo repousa na Capela da casa-mãe – São Lázaro, em Paris.

Fonte: internet

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NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO (7 de outubro)

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando se celebrou a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

A celebração convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Fonte: internet

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SANTA LUZIA (13 de dezembro)

Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.

Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos por que passaria, como Santa Águeda.

Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Fonte: internet

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SÃO FRANCISCO DE SALES

(Padroeiro da PASCOM)

Francisco de Boaventura, missionário jesuíta ítalo-francês, nasceu em 1567, em Thorens, Sabóia, antiga região do norte da Itália passada à França. Primogênito de nobre família foi educado em Paris, onde teve formação literária e religiosa aprimorada.

Gostava o santo de dizer: “Se erro, prefiro que seja por excesso de bondade que por demasiado rigor”. A extraordinária mansidão que possuía foi fruto de muitos esforços e trabalhos.

Faleceu em 1622, em Lyon, França, depois de meses de agonia e sofrimento.

Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

A beatificação de São Francisco de Sales, em 1661, foi a primeira a ser formalizada na basílica de São Pedro em Roma.

Foi canonizado em 1665, pelo Papa Alexandre VII, e em 1877 foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio IX.

Em 1923, Pio XI o declara padroeiro da boa imprensa e dos jornalistas católicos; já que, ele nunca abandonou a arte da escrita.

O seu dia é celebrado em 24 de janeiro.

FONTE: INTERNET

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